terça-feira, 29 de setembro de 2015

Balanço de 1 ano e 1/2 de exercício físico (sério) regular

Este mês de setembro faz um ano e meio que uma hérnia dorsal grave me atirou para o ginásio. Hoje seria incapaz de viver sem o Pilates, o cardio e as longas caminhadas, que faço com muito mais facilidade. Sim as pessoas são estranhas, comparo-me às pessoas que deixam de fumar e depois perseguem quem fuma. É a mesma coisa, hoje não entendo as pessoas sedentárias, como eu fui. 
Viva a sensação de: cansaço bom, realização numa poça de suor e dores musculares severas.

Comecei com muita resistência à coisa, confesso que, apesar de não ser completamente sedentária, não tinha a aptidão física de outros tempos. 
Quem me conhece sabe que sempre fui uma rapariga de grandes e rijas carnes, o que se chama cá na terra uma rapariga mociça, vejo-me como uma espécie de padeira de Aljubarrota. Não foi a pensar ser a Sara Sampaio que comecei a fazer exercício físico, mas porque com 29 anos (talvez possa ter pesado a proximidade dos 30) estava a perder qualidade de vida e comecei a refletir sobre isso. 
Tinha dores de costas terríveis, andava curvada e nas caminhadas no Geres fazia uma triste figura; ainda não sabia que tinha arranjado uma hérnia dorsal a pegar uma bacia de roupa molhada (daí as dores). Obriguei-me a fazer qualquer coisa para ganhar qualidade de vida, não bastava fazer dieta para perder peso, precisava de reforço muscular nas costas. Estava tramada pensei eu, Enganei-me!
Atualmente levanto-me às 6:00 da manhã para ir treinar, feliz da vida porque realmente o dia corre melhor.

Passados 18 meses de ginásio... 
Fiz: várias aulas de Pilates, muito cardio, algum PT.
Trabalhei com:  muita responsabilidade, perseverança, responsabilidade e determinação. 
O que ganhei: flexibilidade (mais de 10 cm), massa muscular, autoconfiança, auto-estima, capacidade de sacrifício, energia, muitas dores musculares - das boas - e a postura de pivot de telejornal.
O perdi: massa gorda (cerca de 5%), pulsações por minuto (aproximadamente menos 20 por minuto), tensão arterial, muito volume e passividade.
Não perdi muito peso, porque o exercício físico dá fome, muita fome e ainda que tenha algum juízo não dá para muito...
Pode não ser muito, não seria capaz de fazer uma maratona nem um trail, mas cada um tem as suas conquistas. Estas são as minhas, estou orgulhosa e quero mais :) 

Devo isto a mim e só a mim, mas se não fossem os médicos baterem-me na cabeça à força toda, o Vicente a dar o exemplo e o Professor Mota a picar-me era tudo mais difícil, muito mais difícil. 


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O que se pode fazer com 13 ou 21 euros num mês?

Recentemente ponderei o que poderia fazer com um montante entre 13 e 21 euros por mês.
Não posso:
- Pagar a conta de eletricidade;
- Comer fora mais do que duas refeições (se considerarmos um prato económico);
- Pagar a mensalidade do ginásio;
- Comprar uma botija de gás;
- Pagar a medicação de um mês;
- Ir a uma consulta fora do SNS;
- Comprar um livro escolar;
- etc.

Posso:
- Comprar um livro (em segunda mão ou numa qualquer promoção);
- Comprar um CD;
- Comprar 3 cuecas;
- Um ramo de flores;
- Dois quilos de carne (preço médio, há mais barata e mais cara);
- POSSO GARANTIR QUE UMA CRIANÇA RECEBE ALIMENTAÇÃO, ASSISTÊNCIA MÉDICA E EDUCAÇÃO, num país em desenvolvimento faz-se muito com o nosso pouco...

Há algum tempo tive contacto com a HELPO e decidi ajudar uma menina africana (neste caso dos PALOP) a ir à escola. Uma menina, porque entendo que nestes contextos elas têm a vida mais dificultada; nestes países porque cada português tem, pela nossa história de exploração e escravatura, a obrigação moral de ajudar a restaurar as nações que não ajudou a criar de forma sólida e sustentável.

Obviamente verifiquei toda a informação da ONG HELPO, perguntei a pessoas que já conheciam, pareceu-me tudo muito sério. Já que quem me rodeia levantou sempre a questão do "Vê lá se não te enganam e depois ficam com o dinheiro...". Além disso, temos como verificar se a criança está efectivamente a ser ajudada; além de que me costumo reger pelo princípio da boa fé.
Claro que podia gastar esse dinheiro em outras coisas, mas com toda a certeza não seria tão bem investido :)



sábado, 25 de julho de 2015

Hoje não te posso dar os parabéns...

Hoje pela primeira vez desde 1999/2000 não te posso dar os parabéns. Apenas porque é o teu primeiro aniversário depois de desapareceres.
Farias hoje 31 anos, são poucas as horas que separam os nossos nascimentos e algures entre 1999 e 2014 descobrimos que foi na mesma maternidade! Em 15 anos de convivência foste meu colega de turma, meu amigo e meu aluno; foi sem dúvida a coisa mais sui generis que me aconteceu, ligares-me a dizer "Acho que vais ser minha professora de Análise.".
Vimo-nos crescer, tu deixaste de ser um rapaz muito tímido e introvertido; eu deixei de ser aquela rapariga que só gostava de futebol e matrecos. Vi a tua mudança radical na forma como vivias e encaravas a vida no 11º ano, porque as circunstâncias mudaram e tu percebeste que a vida tem de ser vivida. Foi o melhor que fizeste. 
Eu fui pra Braga e tu para o Porto, mas não perdemos o contacto e haviam sempre fins de tarde de Verão passados numa esplanada.
Foste sempre bondoso até ao fim, solidário e genuinamente adorável, das melhores pessoas que conheci. Nunca tentaste tirar partido das circunstâncias que te podiam ser favoráveis e conseguiste ser um aluno muito bom e um ótimo colega.
Admiro-te por teres lutado, por teres tentado proteger quem te rodeava, merecias uma homenagem mais digna. Porque contigo aprendi que a vida tem de ser vivida, que não devemos adiar cafés e chás, e que não basta lutar, tu lutaste muito, lutaste tudo, mas nem todos sobrevivem.
Ainda assim valeu a pena lutares, porque venceste batalhas, ganhaste anos, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos. Na realidade quem realmente perdeu foram os que rodeavam.
Esta é a minha forma de te dar os PARABÉNS!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Ser madrinha...

Desde 4 de outubro de 2014 que sou madrinha, sem ser mãe. Não sou mãe (ainda) mas tenho um afilhado e isso é fabuloso, poder acompanhar de perto uma criança e aproveitar para fazer um campo de treino para a maternidade, é espetacular. 
Tenho 30 anos e um afilhado, mas também sou afilhada. A minha madrinha tem um papel muito importante na minha vida, vivi toda a minha vida ao lado dela (somos vizinhas). É uma pessoa com quem posso contar, que se preocupa comigo e com quem me preocupo. Preocupou-se com a minha educação, fez parte dela e dizia sempre para ter juízo, ri-se dos meus disparates e ouve as minhas preocupações. Passo todos os Natais em casa dela, mas está presente todo o ano e toda a minha vida. Será, juntamente com o meu padrinho, minha madrinha de casamento.  Por tudo isto encaro este papel com seriedade e compromisso.
Como tudo isto começou: tenho uma amiga desde os 15 anos que foi mãe um belo rapaz, decidiram batizar a criança, pelo que recebo uma mensagem para falarmos sobre o meu papel no batizado. Pensei que ia ler e já estava toda contente, até que o Vicente me diz "Deve ser para seres madrinha."; ao que respondi, em pânico,  "Achas?!". E sim, estava certo. Fiquei radiante com a intimação para esse papel! 
Nos últimos tempos tem-se assistido a uma "moda" de os padrinhos serem os tios e as tias, mas neste caso (ainda bem para mim) a opção foi diferente . O  meu afilhado tem tios e tias, que têm o seu papel definido na vida do meu afilhado, também juntou a madrinha e respetiva família e o padrinho e respetiva família. Tem portanto um rede muito alargada de pessoas que podem ajudar e partilhar o seu crescimento. 
Ser Madrinha (godmother) é formalmente ser mãe perante Deus, mas mais do isso é sermos escolhidas para sermos uma ajuda para a mãe em tempos difíceis e uma espetadora da felicidade em tempos alegres. Tento estar com o meu afilhado sempre que possível, atrapalhar na hora do banho, fazer-lhe um risoto de vez em quando e deixar que me babe com beijos. 
Espero que durante esta jornada educativa não estrague o que os pais fazem, óbvio que tenho de estragar um bocadinho. Mas vou tentar não me deixar levar pelos olhos azuis, as bochechas rosadas e a cara de calimero, e assim fazer um bom trabalho. Tentarei fazer o melhor possível enquanto madrinha, para conseguir educar o meu querido afilhado da melhor forma.
Enquanto boa madrinha tenho fotos do meu afilhado no meu telemóvel que mostro com orgulho, o meu protetor de ecrã é uma foto dele mascarado de sapo no Carnaval, digo orgulhosamente o meu afilhado é o mais bonito do mundo e no dia que me chamar madrinha (ainda não tem 2 anos) será um dia de euforia! Se ser avó é ser mãe com açúcar, ser madrinha é o quê? Ser mãe com calda de açúcar :) 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A careca de Laura Ferreira

Estou indignada com o que se tem dito e escrito sobre a Sra Laura Ferreira, apenas por ter aparecido em público sem temer a sua condição de doente oncológica. O que mais me chateia é isto ser sequer assunto de capa. 
Pensava que era do conhecimento geral que a esposa do Primeiro Ministro estava com problemas de saúde, achava que já se tinha falado demais sobre os problemas oncológicos da senhora no último ano. Nunca me pareceu que os próprios quisessem explorar a condição da Senhora, sempre foram muitos discretos, até porque há muito mais do que falar na política portuguesa e europeia. 
Achei que todos foram sempre pouco simpáticos e cordeais com a situação da vida pessoal desta família, independentemente da cor política, acho isto lamentável. As pessoas sofrem, são humanas, especialmente o português comum tem-se portado mal quando fala sobre o assunto; estamos todos a sofrer mas não se deseja mal a ninguém.
Foram recatados e tentaram resguardar a sua privacidade, as pessoas não se podem, nem devem esconder. Agora SÓ porque apareceu careca a senhora e o seu marido são apontados, por isto e por aquilo. E se tivesse aparecido com californianas o que diriam?! 
Facto é, a Sra. Laura tem cancro e tal como outras mulheres e homens, assume a sua careca e todas as outras consequências de quem sofre com deste flagelo transversal. Eu, como todas as pessoas, conheço e convivo com pessoas que sobreviveram ao cancro, que tentam sobreviver e que não sobreviveram a esta doença que consome todos os que estão doentes e os que os rodeiam.
Penso que já basta de tanto falatório, esta família e os seus amigos, têm o direito de viver a sua vida. Optou por não usar peruca, qual é o problema?! Como mulher imagino (ainda que a minha imaginação não consiga jamais alcançar tal provação) que não seja fácil lidar com tudo isto, mas é preciso andar para a frente e agarrar o touro pelos cornos, foi o que ela fez. Tem os no sítio e está com certeza pronta para a atirar isto tudo para trás das costas, porque está mais preocupada em sobreviver. 
A senhora esteve demasiado tempo sem acompanhar o marido e agora que o pode fazer não se deve esconder (até porque a concorrência deve ser feroz), além de ter uma filha pequena a quem tem de explicar tudo o que está a acontecer. É uma mulher normal, deixem a senhora ser o que é. Força nisso, Laura!

E que bonita que está...


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Os Exames Nacionais...

Hoje escrevo como Professora de Matemática, alguém ao longo de 8 anos de profissão se esforçou sempre por ensinar, que só este ano letivo mandou cerca de 20 alunos a Exame Nacional. Decidi por isso partilhar algumas reflexões sobre o assunto.

Qual o objetivo dos exames nacionais?!
Esta é a pergunta que ainda hoje me faço. No 12º ano parece-me óbvio, lógico e acertado é o acesso ao ensino superior. Numa tentativa de garantir a tal "igualdade e acesso" consagrada na constituição. Todos (pelos menos os que estão profissionalmente ligados à educação) sabem que há várias formas de aceder ao ensino superior e de mascarar notas para facilitar entradas, o ministério descobriu isso este ano depois de um estudo feito, divulgado este ano letivo.
Em todos os outros ciclos de ensino (1º, 2º e 3º ciclos) parece-me um exagero todo o ênfase dado aos resultados dos exames nacionais, especialmente no 4º e 6º ano é horrível o que fazem às crianças. Chega a ser desumano ver aqueles pequenos sujeitos a estes níveis de pressão.
Penso que será uma tentativa de "homogeneizar" o ensino a nível nacional, ainda que me parece impossível. Também pode ser para alimentar os rankings e as ideias neoliberais de educação, com vista à catalogação das escolas (não existissem já preconceitos suficientes dentro das escolas).
Ainda que sendo Professora de Matemática, tendo a odiar esta medida cega, feita por 2/3 horas de uma prova, cujos critério de correcção são discutíveis. Prova com claros objetivos políticos, que seguem uma linha ideológica.
Todos os professores sabem, a maioria assume sem qualquer problema, que em ano de eleições as provas são mais fáceis. Todos os professores de Matemática sabem que as provas de Matemática desta legislatura foram as mais difíceis de todos os tempos, sendo em alguns exercícios de um grau de dificuldade absolutamente despropositado, sabemos e prevíamos isto porque todos lemos o que o Crato escreveu, conhecemos a sua linha ideologia de rigor e exigência, que cego pelo poder agravou e mostrou isso ao mundo, da pior forma. 
Este ano não foi exceção, aquando da datas das provas todas as vozes foram unanimidades a dizer que as provas tinham sido bem mais fáceis que nos outros anos; os resultados não foram melhores, porque assistimos a uma sangria desatada na alteração de critérios ao longo do processo de correção, alterações que na sua maioria (exceção feita ao 4º ano) prejudicaram muito os alunos.
Onde está a justiça disto tudo?! Em lugar nenhum. A nota de uma aluno que tenha feito exame em 2008 não pode ser comparada com a nota de um aluno que fez exame de 2013, portanto não existe igualdade neste processo. Esta linha ideológica só serve para aumentar o sentimento de injustiça, que os alunos já foram acumulando ao longo do seu precurso escolar. Este ano será o ano em que alunos ficaram baralhados com os resultados, por até lhes correu bem, mas a nota não corresponde(rá). Qual é o objetivo?! O que aprendem com isso?! Nada. Agudizará a resistência à disciplina, o sentimento de injustiça e baralha toda a gente.
Os exames não mostram o que alunos sabem, são ou sabem fazer; mede apenas um conjunto de habilidades que alguém define - aqueles alguéns que muitas vezes não fazem ideia da realidade da sala de aula dos anos que legislam, que não dão aulas, nem nunca deram e de certo modo até temem ter de dar, e mesmo os que deram era preferível que nunca o tivessem feito.

Sou daquelas pessoas que quando o Sr Ministro Nuno Crato foi anunciado como Ministro da Educação ficou sinceramente feliz, até eufórica. Admirava o seu rigor, o que escrevia sobre ensino da Matemática ia de encontro ao que penso, tenho até vários livros dele que lia com entusiasmo. Neste momento, anseio que desapareça daquela cadeira. Gostava de lhe pedir satisfações sobre as alterações feitas ao programa e por em causa os seus objetivos, gostava de lhe puxar as orelhas e dizer estiveste mal e desiludiste-me, tal como um professor desilude um aluno...

Nota:
Rankings coisa absurda, irreal e mal estruturada. Não percebo, nunca perceberei, como se comparam os resultados de uma escola de um meio privilegiado, com uma escola de um meio desfavorecido. Não têm os mesmo meios, os mesmo objetivos e ainda menos o mesmo contexto social. A variabilidade não deveria ser castrada com a ditadura da medida e dos resultados, somos um país pequeno mas com realidades muito diferentes, penso que isso deveria ser respeitado. Vejo escolas públicas com campanhas de marketing, que olham os alunos e encarregados de educação como clientes; que os compram com promessas de boas notas, publicitam o lugar no ranking e o facilitismo, lei da oferta e da procura a famosa mercantilização do ensino.

terça-feira, 30 de junho de 2015

O terrorismo do lado de cá, faz-se pelo Euro!

Enquanto uns tentam sobreviver do outro lado do Mediterrâneo, os deste lado fazem o mesmo, ainda que numa situação bem diferente. A Europa está absorvida pelos seus problemas internos, que são proporcionais ao dinheiro que os interesses instalados aqui investiram.
Não entendo como não se ajuda a Grécia, bastava imprimirem mais notas! Nós os preguiçosos do Sul da Europa, que só apanhamos sol e bebemos cerveja nas esplanadas, somos os culpados pelos males da Europa?! Acho que não, verdade é que a Merkel consegui pela força do Euro o que nem Hitler consegui pela força das armas, subjugar a Europa. Foi-nos vendida a ilusão de que poderíamos sustentar o marco, que poderíamos pagar todos na mesma moeda, mas não podemos.

Eu estou com a Grécia, desde 2000 (e pouco) que a Alemanha está sempre com a pata em cima de todos, até o Holland parece o animal doméstico da Chanceler. Não fosse o ruído dos ingleses e a força dos gregos (que também são 10 000 000 como nós) e estariam todos na nossa ridícula posição de orgulhosamente vendidos; vendidos em partes aos: alemães, russos, chineses, sul americanos e angolanos. Vejo, não muito longe, o fim da Europa como foi idealizada. Na realidade ninguém ajuda ninguém, todos zelam pelos seus interesses, alguns exemplos:
1. A Alemanha foi o país europeu que mais lucrou com a crise, mas faz propaganda a dizer que está a ajudar. Financiando estados a juros absurdos, em troca da soberania dos países que "ajuda".
2. A Inglaterra não suporta o crescimento da emigração, parece-me que vai saltar fora; ainda que nunca tivesse alinhado na totalidade da ideia.
3. A Europa abriu a porta a países que nunca partilharam o ideal europeu, que não tem cultura europeia, que não são europeus. Vieram à procura da ilusão e da segurança social dos países mais ricos, invadiram tudo e aqui os temos.
[Nota: Ah! Sim, penso que países de leste ex-URSS não deviam fazer parte da UE porque nunca foram europeus; ai que já não sou de esquerda, quero lá saber penso o que penso, por isso não sou de nenhum partido. 
Estou-me a contradizer?! Acho que não, devíamos ter sido mais seletivos, estamos a falar de uma comunidade de países que partilham ideais, que com os remendos e acrescentos feitos não partilham nada e são paus mandados. Podíamos ter ajudado a gerir, a estruturar e a educar na cultura europeia antes de metermos tudo cá para dentro; ou simplesmente esses países organizavam-se de outra forma com a ajuda da UE, não é por estarmos no mesmo continente que somos todos UE.]

Sim, o que fazem é Grécia é terrorismo (pelo dinheiro), na lógica nós "damos a receita, só continua sem funcionar porque a culpa é dos gregos que são preguiçosos", não são preguiçosos simplesmente não conseguem sustentar uma economia baseada na realidade alemã, tal como nós não conseguimos. A verdade é que a troika não sabe qual é a nossa realidade, não sabem o que é viver com salários baixos, eles gastam num jantar o que ganha um empregado fabril em um mês, é uma hipocrisia!
Basta olhar o rosto dos gregos (fotos) e percebemos que estão desesperados e ainda assim lutam pela sua dignidade, eles estão fartos. Estamos todos.
Os gregos têm a minha compreensão e atenção, mas têm também o meu apoio e a minha admiração. Sei que dificilmente mudará algo, mas há uma angariação popular para ajudar a Grécia se quiserem ajudar...

Terrorismo: actos violentos praticados contra governo ou classe dominante (fonte: dicionário da Porto editora, 5ª edição, )